sábado, 18 de maio de 2013

Entrevista: Tadheo de Carvalho

Enfim atualizando!

Nada melhor que ter uma entrevista exclusiva como primeiro post do ano.
O entrevistado da vez é o Diretor Artistíco do Conservatório Brasileiro de Dança, ele mesmo: Tadheo de Carvalho!

Tadheo é Ballet Master e Regisseur da Companhia Brasileira de Ballet, Maestro e Diretor Artístico do Conservatório Brasileiro de Dança. O mesmo também atua como jurado em vários concursos e festivais nacionais e internacionais.

Seu trabalho direcionado à técnica masculina possui grande reconhecimento no Brasil e o mesmo tem sido convidado por inúmeras instituições de dança clássica a ministrar cursos e workshops.

Para saber um pouco melhor sobre o Tadheo e sua trajetória profissional, é só conferir a entrevista abaixo:


1 - Conte-me um pouco sobre a sua trajetória

Bom, na realidade eu nunca havia pensado em ser bailarino.
Tadheo de Carvalho
Tudo começou quando passei a trabalhar na famosa empresa de lápis, a Faber Castell. Foi quando dei início a minha carreira na música, ao fazer parte da Banda Marcial (oficializada pelos funcionários da empresa).
Tocávamos por puro lazer e cultura, mas posso dizer que eu adorava fazer parte dessa banda, pois além de tudo nós viajávamos por todo o Brasil em grandes apresentações como concursos e grandes Galas.
Foi a partir dessa experiência que passei a estudar música com o Maestro Roberto Mori Roda, e foi com ele que aprendi a tocar Barítono.

Pouco depois, em um de meus passeios em uma praça no interior do Estado de São Paulo notei que havia um rapaz me fotografando. Logicamente estranhei sua atitude e fui perguntar por qual motivo ele fazia tal procedimento.  Ele esclareceu tudo dizendo que era um agente de moda, me entregou seu cartão e pediu que eu entrasse em contato caso tivesse algum interesse em ser fotografado e agenciado. Aceitei sua proposta e a partir daí fui dar uma de modelo (risos). Numa de minhas aulas de moda o meu professor de passarela recomendou que eu tomasse também algumas aulas de dança, pois eu possuía um físico interessante e segundo ele um bom modelo deveria saber se movimentar. E foi por esse motivo que procurei uma escola de ballet. Lembro que em minha primeira visita à escola fiquei assustado, pois quando cheguei estava tendo aula de ponta e eu fiquei imaginando se teria que fazer o mesmo. Mas logo que comecei a ter as minhas primeiras aulas me tranquilizei pois vi que nada tinha a ver (risos). O engraçado é que em um dado momento da aula a professora olhou para o meu pé com grande surpresa e chamou as meninas para darem uma olhadinha nele. Confesso que fiquei realmente assustado e curioso, queria saber o que tinha de tão absurdo em meu pé para todos estarem olhando tanto. Foi aí que me explicaram que eu tinha um tal de colo de pé, nunca me esqueço desse dia constrangedor (risos). Esse período que passei na escola de ballet foi bastante duro, pois por ser o único homem da escola me arrancavam o coro. Posso dizer que dancei muito!

Mas nem tudo foi assim tão animador...
Lembro que fui escalado para o meu primeiro repertório (Don Quixote) por conta do meu bom físico.
A bailarina que dançou comigo era muito bonita, mas o que seria de mim apresentando esse repertório em Joinville? Ainda que com um certo receio me joguei, mas dancei mal à beça. Uma das juradas (Tatiana Leskova) escreveu em sua crítica coisas muito boas a respeito da bailarina que dançou comigo, a elogiou muito. Quanto a mim ela disse o seguinte: "Bailarino muito fraco, não sei se terá futuro no Ballet." Nossa, esse comentário acabou comigo! Mas ainda assim nunca desisti de continuar. Com o passar dos anos fui crescendo e desenvolvendo cada vez mais o meu trabalho, dancei muitas coisas Brasil à fora.

Após muito estudo enfim me firmei no Ballet. Digo isso porque antes era somente "cair e levantar, cair e levantar."

Madame Halina Biernacka
Posso dizer que aprendi o que é ballet de verdade com a minha eterna Maestra Madame Halina Biernacka, polonesa radicada no Brasil (obviamente já falecida a anos) ela era muito rígida, sofreu na II Guerra Mundial e acabou se exilando em nosso país. Foi a partir de Halina que tudo começou, que as portas do verdadeiro mundo da dança se abriram para mim.  Fazendo história com ela posso dizer que aprendi muitas coisas, como a aceitar o fato de que a dança era muito maior do que o meu próprio coração, na realidade estava muito além da minha própria alma. Lembro-me que ela era muito engraçada em suas aulas, e se irritava muito facilmente também. Inúmeras foram as vezes que dava 1h e meia de aula e não saíamos do Rond de Jambe, era uma verdadeira tortura! (risos). A parte mais engraçada era o cigarro que ela colocava em baixo da minha perna em uma sustentação, com a intenção de eu não deixá-la descer. Mas de nada adiantava... a perna sempre caía e eu ficava com várias marcas de cigarro nela (risos).

Halina foi grandiosa na minha vida, não me ensinou apenas a fazer aulas, mas a vivenciar uma carreira. Ela me contava muito sobre as suas experiências na II Guerra Mundial, e estando a par de tamanha experiência eu logicamente só tinha mesmo muito a evoluir, não apenas como aluno, mas principalmente como ser humano. Ela sempre soube como cativar seus alunos e transmitir sabedoria a eles, e na realidade essa é a meta de um grande Maestro. E eu jamais fui humilhado por nenhum de meus Maestros, muito pelo contrário. Por Halina, por exemplo, sempre fui tratado com muito carinho. Talvez por ela sempre ter acreditado em mim e no grande artista que eu poderia me tornar.

Após toda essa minha trajetória com minha querida Maestra Halina dei continuidade a minha carreira e estudos em Cuba. E foi em Cuba que tomei a decisão completa sobre todo trabalho metodológico e estilos de ballet, foi onde realmente compreendi todo ensinamento de Halina Biernacka, que me deu toda a base. Cuba concretizou tudo que eu necessitava.

Porém nem tudo foi assim tão fácil, as pessoas imaginam que chegar em Cuba é conseguir ser uma estrela e estão enganadas quanto a isso. Sofri muito na época, principalmente porque o país estava passando por momentos difíceis, muito piores do que hoje se encontram. Passei fome, sofri com a miséria, presenciei a passagem de um furacão e algumas epidemias. Inclusive acabei pegando Hepatite Viral da água. Foi realmente horrível, a cada duas casas tinham 3 casos de Hepatite (ou seja, uma verdadeira epidemia).
Para se ter uma ideia, não existia ônibus. Eu pegava carona nos sinais, quando não isso eu tinha que pagar 5 pesos cubanos por um táxi popular que cabiam 7 pessoas dentro (contando com o motorista), uma verdadeira lata de sardinha. Sapatilhas eram 3 para durar um ano (risos). Acreditem, eu usava fita de esparadrapo para colar na ponta da sapatilha (para assim ela não rasgar tão facilmente), mas ainda assim ela furava por conta do piso de madeira. A vida não era mesmo fácil, os Cubanos sofriam muito (e eu também).Lá morei num albergue onde eu tomava banho de canequinha (de água fria) com ratos me apreciando, quando não isso eram baratas enormes (nunca vi baratas tão grandes como aquelas caribenhas, risos). Enfim, passei por muitas outras coisas. Claro que Cuba é maravilhosa, mas tinhas seus problemas sérios. A falta de água e os apagões (que duravam dias) eram alguns deles.

Maestra Laura Alonso
Após um incidente com um fogão (sofri uma séria queimadura em uma de minhas mãos) e fui parar no Hospital Militar (era para onde os estrangeiros eram direcionados). Lembro que essa minha mão ficou cheia de bolhas por conta da queimadura, e justo no dia seguinte eu tinha aula. Foi horrível e eu não queria fazer aula, não estava em condições. Mostrei minha mão a minha Maestra Laura Alonso, mas ela me disse: "Que me importa su mano quero saber de su classe que es mas importante que esta dolor." Foi um verdadeiro sofrimento fazer aquela aula com a mão toda queimada e cheia de bolhas, eu mal conseguia segurar na barra... a segurava com os dedinhos.

Meus anos de estadia em Cuba foram anos difíceis, mas de grandes aprendizados.
Muitos bailarinos reclamam demais e mal sabem eles que há sofrimentos para se atingir um objetivo e enraizar sua arte. Não adianta achar que sabe de dança e ir fazendo tudo aleatoriamente, copiando o que se vê à frente. Um bailarino deve ter anos de estudos e passar por experiências, e só a partir disso saberá diferenciar o certo do errado, só a partir disso saberá reconhecer por onde está indo e onde deseja chegar.
Tudo tem seu preço, digo isso por experiência própria, tendo em vista tudo o que passei... a fome, as tristezas, a saudade do Brasil e dos meus amigos.

Por ser estudante eu ia ao Grand Teatro e sempre assistia as grandes galas do Ballet Nacional de graça. Ali vi a tradição e o sonho das grandes estrelas mundiais, vivi momentos de lágrimas e emoção, vivi uma realidade impressionante. São momentos de minha vida que jamais poderei esquecer, ali encontrei a humanidade, encontrei a humildade. Os Cubanos dão valor a quem você realmente é, e respeitam a sua pessoa de verdade. Em Cuba a arte tem valor, ser um bailarino é ser grandioso.  Quando deixei Cuba meus sonhos ficaram para trás, e passei a sentir muita saudade da grande experiência que passei em minha vida e que levarei pelo resto dela.

Tadheo de Carvalho
y Lorena Feijóo
(Primeira Bailarina - San Francisco Ballet)
Ao voltar ao Brasil passei a dar cursos por todo o país e assim fui desenvolvendo e mostrando o meu trabalho em várias escolas. E como sempre a competição era sempre complexa, pois no Brasil o povo ainda não acredita que santo de casa pode fazer milagres. O tempo passou e eu fui criando uma forma de trabalho mais específica. As dificuldades sempre me acompanhavam, busquei muitos trabalhos no Brasil mas o ego de algumas escolas nunca permitiam um trabalho sério e verdadeiro. Uma coisa que sempre me recordo é de eu ter que abdicar muitas coisas de minha vida para poder seguir minha carreira. 6 meses após a minha chegada ao Brasil, após alguns trabalhos pelo Rio de Janeiro minha mãe estava na UTI e tive que sair correndo para São Paulo, infelizmente não cheguei à tempo e ela já havia falecido. No mesmo dia do enterro de minha mãe eu ensaiava O Lago dos Cisnes.

Os anos se passaram, mas não perdi as esperanças de um dia vencer em minha vida. Continuei com muita luta e determinação pelo Brasil, as portas se fecharam muitas vezes para mim, tive tempos de colheitas e de seca, mas sempre determinado a vencer. Voltei a me envolver com Cuba e finalmente passei a trabalhar com o Ballet Nacional de Cuba (onde trabalhei por dois anos em turnês pelo Brasil e MERCOSUL, foi uma grande experiência). Passei a me dedicar a Escuela Cubana de Ballet. Nestas épocas pude ter grandes experiências com grandes estrelas do próprio Ballet Nacional, como também de outras cias do mundo como a Royal, Kirov, Ópera de Paris, American Ballet e muitos coreógrafos maravilhosos como Goyo Monteiro, Alberto Mendes, Nacho Duato, entre outros. Nesse determinado período eu estava destinado a sair do Brasil e ir embora de uma vez por todas, pois não havia mais expectativa para eu viver aqui (meu pai também havia falecido quando eu estava viajando com a cia, infelizmente não o vi ser enterrado). Até então eu fui pedir a Alicia Alonso que me levasse do Brasil, mas infelizmente na época Fidel Castro não estava dando visto de trabalho a estrangeiros e principalmente ao BNC, obviamente fiquei triste, mas Alicia sempre deixou as portas abertas para mim, e eu poderia ir à Cuba sempre que necessitasse. Fiquei no Brasil e conheci na época Jorge Texeira que conheceu e gostou muito do meu trabalho. Assim que comecei a trabalhar com ele, e foi quando dei início às minhas funções de Maestro na Fundação do Conservatório Brasileiro de Dança à seu convite. Também passei a ser Ballet Master da Cia Brasileira de Ballet (onde sou até os dias de hoje).

Atualmente Jorge Texeira passou a dirigir totalmente a Cia Brasileira de Ballet, enquanto eu passei a dirigir ao lado de Viviam Marinho o Conservatório Brasileiro de Dança como Diretor Artístico aprimorando a cada dia a técnica Nacional e evoluindo cientificamente os processos técnicos e artísticos para cada aluno, hoje viajando pelo mundo e pelo Brasil, levando a todos os alunos a minha experiência e a verdade que sempre confie e que vivi.


2 - Você possui um grande reconhecimento pelo seu trabalho direcionado a técnica masculina. Você acredita que a presença masculina na dança clássica é pouco explorada no nosso país?

Hoje em dia no Brasil a dança masculina melhorou muito. Tivemos no passado grandes bailarinos, mas que infelizmente como sempre estão saindo do Brasil pela falta de apoio por parte do nosso governo. Temos hoje grandes talentos nacionais homens de diversas partes do nosso país, são bailarinos com grande potencial. Tenho viajado e visto muitas coisas que podem ser investidas, mas infelizmente a classe masculina é deixada um pouco de lado por algumas escolas no Brasil (coisa que não deveria ser assim, pois sempre o bailarino foi muito importante à dança).

Aluno de Tadheo de Carvalho,
Murilo Gabriel
(Primeiro Solista - Teatro Municipal do Rio de Janeiro)
Existem bons professores em nosso país fazendo trabalhos com homens que são admissíveis, porém ainda falta um pouco mais de estudo em cima de metodologias a serem aplicadas em rapazes e também estudos coerentes a criar bailarinos com um determinado padrão técnico, artístico e principalmente com uma característica que identifique a nossa nacionalidade, são coisas que infelizmente algumas pessoas não pensam. O homem Brasileiro tem um talento especial, são rapazes que tem vontade e gostam de trabalhar, e por essa razão devemos acreditar um pouco mais neste estudo, dessa forma poderíamos de fato levar bailarinos ao estrelato. O Brasil necessita se conscientizar da capacidade de formar e não de exportar para serem formados, esse é um dos principais problemas que enfrentamos em relação a tudo. Hoje em dia ganhar bolsa de estudo virou moda, coisa que para mim é sinônimo de professores e Maestros assinarem incompetência para com a formação de um aluno, pois isso é abdicar os conhecimentos de um maestro ao entregar o bailarino a outro.

Eu acredito muito no Brasil e tenho certeza que não necessitamos de escolas internacionais para formação de nossos bailarinos, isso porque o Brasil é capaz, principalmente quando se diz respeito a categoria masculina, tendo em vista a força de vontade que nossos bailarinos possuem. Se tem uma coisa que aprendi é a ter certeza das coisas e a acreditar na capacidade de cada ser humano, abomino aqueles que levam a dança por interesse e a praticam como uma forma de satisfazer seu ego estando num palco para se exibir ou algo do gênero. Homens Brasileiros amam a dança, sonham em chegar a um objetivo e por esta razão eu prometi a minha vida e ao meu pai que eu jamais abandonaria um bailarino que acreditasse em sua vida e nas propostas que a mesma lhe proporciona, afim de serem grandiosos naquilo que fazem.



3 - O físico de uma bailarina é muito específico e é um critério que pesa bastante. Em relação ao físico da bailarina brasileira (geralmente pernas grossas e bumbum avantajado) você acredita que o mesmo interfira na vida profissional? É possível alcançar uma carreira de sucesso mesmo estando "fora dos padrões" ?

Costumamos dizer que o Brasil é um país eclético, mas as condições físicas são muito necessárias, não estou desmerecendo nenhum aluno Brasileiro, mas tentando explicar que fazer audições pelo mundo à fora é algo muito complexo, pois algumas Cias desejam biótipos específicos e por esta razão a exigência aumenta cada vez mais. Mas acredito que o mais importante nisso tudo é ter bons professores que possam moldar a questão física, isso porque o Brasileiro (como foi já dito) nasce geralmente com biotipos de todas as formas, diferente dos Europeus, Russos e etc. Mas com uma boa formação acadêmica e metodológica poderemos criar bons elementos que possam atingir metas e acabar chegando a uma boa posição. Hoje em dia se cria muito alunos aleatoriamente de qualquer forma e isso na dança se deve tomar muito cuidado, eu costumo dizer que “Primeiro se cria um atleta e depois um grande intérprete” claro que na formação não podemos esquecer-nos do talento das pessoas e unificar, mas geralmente muitos bailarinos Brasileiros adoram girar e saltar muito e com isso acabam esquecendo que existem outras fontes a serem estudadas.
O físico Brasileiro vem melhorando muito com o passar dos anos. Hoje em dia vemos meninos e meninas com físicos de boas condições tendo em vista os seus objetivos, mas obviamente existem aqueles que não tem boa formação, e é a partir daí que devemos entrar com a inteligência e lutar para poder ajudar esses físicos e tentar moldar o máximo que podemos.

Existem exercícios específicos que ajudam a ter um bom preparo, eu particularmente acho um desafio moldar físicos. È muito fácil chegar um bailarino e uma bailarina com dotes espetaculares e moldar, assim como também já tive alunos e alunas que tinham dificuldades e chegaram a um bom ponto. Só que às vezes é importante que o bailarino saiba que não adianta somente querer atingir metas, ele deve trabalhar com muita determinação e força de vontade e saber que nem tudo será mil maravilhas... ele irá sofrer muito até chegar onde deseja. Nem todos os bailarinos serão Bailarinos Clássicos, obviamente então é muito importante ter em mente o foco que se deve ser seguido para no fim do túnel ele não acabar se perdendo, e na maioria das vezes ficar sem o rumo correto como muitos fazem.

A minha luta é criar intérpretes e não marionetes.



4 - É fato que a dança no Brasil (assim como a arte em geral) possui pouco reconhecimento e investimento. Você já esteve em Cuba e em alguns outros países… Fale um pouco sobre o contraste dos estrangeiros com nós brasileiros em relação a arte da dança.

O Brasil hoje em dia é um grande exportador de Bailarinos e Bailarinas, temos espalhados pelo mundo grandes estrelas Brasileiras e os estrangeiros estão de fato dando reconhecimento a esse fato importante que é o nosso talento nacional, como eu já havia dito a uns textos atrás: sou muito Nacionalista e obviamente podemos contar com amigos estrangeiros a criar fontes onde a cada dia possamos aprimorar a técnica nacional.

Um grande Maestro sempre deve ter em mente que a necessidade de uma metodologia é necessária como ter noção de pedagogia, anatomia, psicologia e saber principalmente que a dança é uma Ciência e deve ser estudada com muita cautela. Preocupa-me muito o fato dos Brasileiros colocarem os estrangeiros em primeiro lugar, porém acredito que um dia o Brasil vai reconhecer fatos que ele não necessita ir até os estrangeiros e sim os estrangeiros virem ate nós, o Brasil necessita saber que a Dança que devemos desenvolver é única, e que a cada dia devemos estudar com muita seriedade o que nos é aplicado.

No exterior existem fontes ricas de reconhecimentos na área artística, coisa que no Brasil é uma luta você ter o reconhecimento da classe nacional. Mas até os dias de hoje eu confio nas metas que assim acredito e posso afirmar que teremos grandes vitórias em nossa jornada.



5 - Para encerrarmos, deixe uma mensagem para os(as) bailarinos(as) que estão lendo a entrevista...

Senhores Bailarinos(as), Maestros, Professores, ensaiadores e preparadores: quando desenhamos uma trajetória acreditamos profundamente na certeza do que vamos conseguir. Obviamente os caminhos são largos e com muitos tropeços, a vida na Dança é modificar totalmente a maneira que vivemos, nos entregando de todas as formas e de todas as maneiras, entregando o melhor que podemos de nossas vidas.

Eu sempre acreditei em meus sonhos por mais difíceis que eles poderiam ser, em nossa carreira existem fases duras e pessoas que não confiam em nós, porém sempre estamos ali determinados e continuando nossa trajetória. Houve momentos de minha vida que pensei em desistir, mas sempre havia um bom motivo para eu continuar. Quando eu enxergava que tudo ia desabar eu buscava me entregar em outros pensamentos e buscar novos horizontes no qual iriam me enriquecer, eu sempre agradeci e agradeço a todos os meus Maestros por tudo que são e que foram em minha vida, cada dia é um novo dia e sempre irá ter um motivo para crescer.

Obedeçam a seus Maestros, profissionais de dança... respeitem o espaço de cada um e aprendam a dar valor a aqueles que podem ter um grande futuro, e saibam que às vezes por um gesto de nobreza a sua própria carreira pode se elevar. Aprendam a se enraizar, não façam como muitos que preferem apenas aparecer pelo egoísmo. Busquem de fato serem verdadeiros, pois tenham certeza que tudo que desejares de bom ao seu próximo terás em dobro, e lembre-se: nada na vida se conquista com maldade, pois quando o castigo vem ele não pede permissão de entrada, ele entra a sua porta e assim mostra a você realmente suas faltas e seus erros.

Entrevista realizada em: Maio de 2013

sexta-feira, 29 de março de 2013

Ballet é sinônimo de disciplina




A disciplina é uma característica de extrema importância, é o diferencial do profissional de sucesso.
Dispor de uma boa etiqueta não se delimita apenas ao ambiente da sala de aula, é indispensável  manter sempre ligados os sensores do bom comportamento.

A disciplina da dança deve sempre ser levada para a vida!


Guia de sugestões práticas:

Seja pontual. Caso chegue atrasado à aula já iniciada, peça ao professor permissão para entrar, de maneira discreta, sem alarde.

Desligue seu celular. Ou melhor, deixe-o do lado de fora da sala. Aproveite e jogue fora o chiclete também.
 
Uniforme: Descubra antes da aula se sua escola exige ou não uniforme. Caso adote, providencie logo, minimizando gafes desnecessárias.

Se a aula já começou, aqueça-se antes de começar! É a maneira mais eficaz de prevenir lesões e preparar o corpo para a dança. Mas faça em silêncio, em qualquer canto da sala, e só então acompanhe a turma.

É o professor que manda, dirige e ensina no seu território. Ele está trabalhando ali, tentando fazer o seu melhor. Mostre algum respeito à sua condução e propostas.

Use sua aula para estudar! Apesar de ser uma ótima ocasião para fazer novos amigos, as aulas de dança não são terapia em grupo e nem um bar. Converse com os amigos em outra ocasião. Aproveite cada aula como uma chance de aprender, crescer, se concentrar e se beneficiar de tudo mais que a dança pode te proporcionar.

Complexo de “primeira bailarina” é muito deselegante. A sala de aula é um local onde todos estão lá para estudar igualmente. Seus colegas não são sua platéia. Não domine o ambiente com perguntas desnecessárias ou atitudes blasés. Cumprimente todos, seja amigável e flexível, e lembre-se que você não é o centro das atenções. Toda a turma tem chances iguais.

A sala de aula é um local democrático. Não seja espaçoso, você não é dono de nada e não há lugares pré-determinados. Sendo assim, qualquer um pode ocupá-los.

Fica com sede durante a aula? Normal. Muito melhor do que sair a cada momento para se refrescar é levar uma garrafinha de água pra sala. Não atrapalha a aula e você não perderá nenhuma explicação/exercícios.

Novatos precisam de atenção e encorajamento. Seja generoso e mostre seu apoio. Com certeza eles se sentirão mais confortáveis para se expor e o professor poderá lhes dar mais atenção. Cuidado com os ciúmes!

Seja pró-ativo. Se o professor pedir para que demonstre um exercício, encare como mais uma oportunidade de estudo. Por que negar?

Quem respeita recebe respeito em troca. Caso o professor divida a turma em grupos, respeite os colegas enquanto executam algum exercício. Não converse, nem fique criticando ninguém, mesmo que você veja defeitos na sua maneira de executar. Manter as regras mínimas de boa educação é algo básico.

Faltou na aula? Às vezes acontece, mas nem o professor, nem a turma têm culpa disso. Não adianta chegar na aula seguinte bombardeando milhares de perguntas ou se sentindo injustiçado. Se você perdeu matéria, se esforce para “pegar”, mas sem “causar”.

Respeite sua vez e deixe os outros aproveitarem sua chance de fazer o exercício também. Siga o fluxo e nunca pare no meio ou passe na frente de alguém em “movimento”. Sem querer você pode causar um pequeno acidente.

Ao final da aula agradeça o professor, e ao trabalho desenvolvido ali. Bater palmas junto dos demais colegas é um sinal de gratidão adequado.


Agora é só colocar em prática!

Guia de sugestões práticas: Eduardo Denardi

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

7 dicas de como melhorar a sua postura no Ballet


Uma das primeiras coisas que uma bailarina aprende é a maneira correta de segurar seu corpo. Um dos fatores distintivos de uma bailarina é a postura, dançando ou não.

Você pode encontrar o seu centro de equilíbrio, imaginando uma linha reta passando pela sua espinha. Para atingir a postura correta, bailarinos devem praticar todos os dias alguns exercícios.
No começo, você pode ser útil se segurar suavemente numa barra de equilíbrio. Os passos seguintes irão ajudá-lo a ficar como uma bailarina.

1 - Fique com os pés na primeira posição, calcanhares se tocando e pés virados para fora, com os joelhos retos.

2 - Contraia os músculos de sua barriga.

3 - Aperte os músculos da parte inferior da sua perna.

4 - Amplie os ombros, empurrando-os para baixo e para trás.

5 - Mantenha os braços na frente do corpo, com os cotovelos ligeiramente dobrados e as mãos relaxadas.

6 - Levante o queixo, alongue do pescoço.

7 - Respire profundamente e relaxe.


Dicas:


1 - Mantenha os ombros para baixo e aberto.

2 - Olhe para cima e para fora, nunca para seus pés.

3 - Olhar no espelho para checar sua postura.

Fonte: Dicas de Dança

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A dança reinventando a imagem no corpo 2

Siddharta de Angeli Preljocaj foto de Anne Deniau  
A imagem codificada tem peso de lei, sua força representacional é cristalizada nesta aparência imagética, para que esta aparência sirva como modelo estrutural na codificação desta imagem em outros corpos. Esta codificação, portanto, não se dá como efeito de linguagem - que relaciona gestos e afetos - mas por agenciamento orgânico, isto é, como recurso funcional que opera a articulação das imagens, mediante uma determinação registrada como código idealizado.




Esta codificação é resultado da necessidade de um intelecto faminto por sentidos, que reduz uma experiência a imagens, para que a ação possa ser conhecida, mesmo que de forma unilateral (JUNG). Todavia, esta racionalização abstrai a corporeidade, negando a consciência real que se faz no corpo.

Para Nietzsche, a primeira consciência do homem é corporal, é a partir dela que o homem constrói sua realidade. Prescindir desta dimensão é alienar-se da corporeidade (SOARES). Nesta dimensão de alienação, a imagem é uma reconstrução oca, seduzida por sua própria aparência, e só retomada devido à atração instigante desta aparência idealizada.



Vadim Stein Photography
Os ideais de beleza são exemplos desta aparência instigante, que se sustentam a partir de convenções ditadas socialmente, e que reverberam em nós, como imperativos que tentam determinar nossa visão de mundo, como se a imaginação pudesse ser subvertida por este imperialismo alienante. Para tanto, a sociedade reproduz pré-concepções e discriminações que de tão intensas, já não estão do lado de fora - no social - mas também dentro do corpo, como um desejo pulsante, que anseia pela imagem ideal. 

O individuo passa a perseguir estes ideais e recebê-los como seus, para a fortificação da ditadura de uma imagem, que faz uso do corpo para acentuar o processo de descorporificação, tão intensamente promovido na sociedade icônica1. Esta descorporificação se alastra corroendo os sentidos, para a promoção do suporte real da imagem, como se a imagem pudesse se sustentar sem substancialidade, só por sua aparência e sedução estrutural.



Ivan Vasiliev.
O ônus desta perseguição alienada maltrata o corpo e, não raro, o leva a afecções patológicas, como a bulemia, a anorexia e uma infinidade de outros distúrbios de origem nervosa - além de outras disfunções físicas e psicológicas - que mortificam a carne, em função desta busca alienada. A alienação ofusca o olhar com a promessa de um ideal possível, impresso numa imagem eleita.

O corpo da imagem se hipertrofia de tal forma, que os efeitos desta imagem no corpo tendem a ser oclusivos, isto é eles tendem a fechar outros canais perceptivos, para que o corpo opere somente neste nível de percepção, preocupado com a imagem ideal e com a capacidade funcional do corpo em produzir tais imagens determinadas no âmbito social.



Nacho Kamenov
Sob este olhar, o corpo é visto como máquina e o seu fazer se reduz à execução de ordens não próprias do corpo, mas nele instaladas, para o funcionamento de algo maior que tenta subjugá-lo. Nesta perspectiva, os fazeres humanos só se justificam se fazem função a algo.

No entanto, esta visão funcionalista não explica plenamente a existência humana, nem poderia, do contrário não haveria homens, nem mulheres, mas autômatos e mesmo assim, é preciso a ação de uma mente criativa, não plenamente funcional e determinada, mas, antes disto, inventiva e espontânea que possibilite a existência deste artifício.

O corpo, portanto, se relaciona com o real não só em função de algo, mas como movimento original de recriação deste algo. É neste movimento que nasce a experimentação estética como possibilidade de re-construção da imagem no corpo, para que a imagem não faça função a algo, mas seja um fim em si mesma. Este fim se realiza a cada nova insurreição criativa, a cada nova possibilidade tornada evento concreto. 

Fonte: Escola Burlesca de São Paulo
Autores: Flávio Soares Alves e Marília Vieira Soares

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A dança reinventando a imagem no corpo 1

Resumo

Dança é a escrita do movimento poético no espaço. Esta inscrita forma imagens de movimento que estão subordinadas a intenção do poeta, mas que, ao mesmo tempo, se projetam autônomas na sua plasticidade. Como o processo criativo lida com esta dual perspectiva da imagem?


Introdução


Photo Bertil Nilsson
Quando se observa o corpo na dança, a poética desta inscrita gestual no espaço aguça o olhar do esteta, ampliando sua captação visual para campos perceptivos que verificam mais do que mera composição articulada de movimentos, em meio a esta inscrição linear.

O estado de transe, que consome a atuação do intérprete, se projeta para além de seu espaço pessoal e alcança o olhar do esteta, alterando sua percepção. O poeta do corpo faz da articulação motora uma plasticidade cênica e instiga o esteta, neste movimento, a adentrar nesta alucinação artística junto com ele. Poeta e esteta estão ligados um ao outro por este canal perceptivo, aberto à imaginação criativa. As imagens de movimento tecem esta tênue ligação no discorrer cinemático desencadeado pelo intérprete na performance e arrebatam os sentidos do esteta, numa súbita suspensão do entendimento.



Alonzo King Lines Ballet
Laurel Keen and Brett Conway - 2007
Como desdobramento desta ligação momentânea, quando o esteta se dá conta do que está acontecendo, ele vê a imagem motora como manifestação expressiva e por esta via, já nos domínios do entendimento e não da arte em si, só lhe resta a lembrança motora que deu forma à dança. As imagens dinâmicas da imaginação criativa se unificam numa estrutura de imagem, formando uma possibilidade de representação.

O gesto expressivo é uma possibilidade de representação que se inscreve referindo-se a uma atividade interna pulsante no limite entre o físico e o psíquico. O resultado é uma imagem de movimento, ou seja, uma estrutura imagética corporificada, que só é como tal, na sua relação eventual com um sentido. "O material é dominado pela intenção do poeta" (JUNG).





A imagem, portanto, é a unificação de um sentido numa estrutura plástica, isto é, num símbolo. Este sentido, não se dá na visibilidade sem antes ser mobilizado na atividade psicológica do corpo, sua percepção está além de nossa capacidade de compreensão e só se completa, num duplo movimento do olhar que vê a imagem como objeto, na sua materialidade, e a imagem como intensidade expressiva eventual. O sentido, assim como a imagem, é produto de interpretação, que reduz o poema a uma especulação lógica (JUNG).

Há, portanto, uma bivalência da imagem no corpo: ser efeito de um processo criativo que interliga poeta e esteta numa relação artística e ser imagem arbitrária na sua redução especular, isto é, ser unidade objetal, uma forma espaço-temporal, portanto, passível de reprodução e sistematização. A dança não foge desta dualidade e o artista encontra nesta bivalência, um alimento inesgotável de estimulação do seu fazer artístico.




Sarah Lamb and Eric Underwood in Limen.
Photograph Bill Cooper.
O processo de criação da dança é o processo deste constante ultrapassamento da imagem no corpo. Nos interessa verificar como o artista mobiliza estes processos, mediante tendências imperativas, representadas por imagens ideais descorporificadas, para a promoção de um processo criativo que dilui a força estrutural da imagem, dando vazão a um escoamento infinito de imagens à espera de codificação no corpo.

"É que Narciso acha feio o que não é espelho..."

No momento em que qualquer imagem acontece no corpo, o próprio fato de se efetuar já a unifica como objeto concreto. Esta unificação é um esforço do entendimento em organizar os perceptos captados pela visão. Neste processo, a imagem é codificada e aponta para um sentido que justifica sua efetuação. O sentido, portanto, não é inerente a obra, mas é efeito de interpretação da obra.



Fonte: Escola Burlesca de São Paulo
Autores: Flávio Soares Alves e Marília Vieira Soares

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Benefícios do Ballet Adulto

1 – Exercício

O Ballet é um grande exercício para o corpo. O Ballet exercita o corpo como um todo, cada músculo, com graça e suavidade.  A sequência de exercícios promove o condicionamento dos músculos, o fôlego, a firmeza e a precisão.

2 – Flexibilidade

Há quanto tempo você não faz mais as coisas que fazia quando era criança? Amarrar os sapatos, coçar as costas, levantar-se de uma vez do chão, e outras tantas coisas que tinha facilidade para fazer e que agora o corpo parece não responder mais. Sentar para amarrar os sapatos, pedir para alguém coçar nossas costas, apoiar as mãos para levantar-se do chão são consequências de anos de descuido com o nosso corpo. No Ballet trabalha-se para corrigir estes danos. Mais do que músculos, o Ballet dá qualidade de vida às pessoas, devolvendo ao corpo suas verdadeiras habilidades e funções. Consequência natural disto: sua vida pessoal vai melhorar, com você fazendo suas tarefas do dia a dia com mais facilidade e suavidade.

3 – Postura

Quer ter uma postura elegante? Andar com suavidade? Sentar-se corretamente? Mais uma vez o ballet pode te ajudar. A prática do Ballet exige a perfeição dos movimentos, com tórax, membros superios e inferiores . Essa postura herdada do Ballet, mais uma vez, beneficiará as atividades do seu dia a dia.

4 - Coordenação Motora

Movimentar-se, selecionando e ordenando de maneira independente diferentes partes do corpo, é uma capacidade inerente aos praticantes de ballet através dos exercícios e passos desta dança. É dividido em coordenação motora fina, que está relacionada com a implementação do controle de movimentos musculares, particularmente das mãos e pés combinados com a visão. E coordenação motora grossa, que se refere ao envolvimento de grandes massas musculares para a execução de movimentos que exigem precisão.

5 – Disciplina

Aprender todos os passos, sua execução e encadeamentos, com precisão e suavidade exige disciplina e envolvimento. Esse controle mental será inevitavelmente aplicado às sua outras atividades diárias, melhorando seu desempenho e tornando mais fácil a realização das tarefas.

6 – Resistência

É a capacidade do corpo em desempenhar ações que envolvam grandes massas musculares por um longo período tempo. Numa apresentação fica evidente a resistência que as balarinas adquirem com o ballet. A longa sequência de passos que elas desenvolvem não seria possível sem essa resitência física.

7 - Expressão Corporal

Mais que um exercício, o ballet tem um objetivo maior: expressar a música através de cada parte do seu corpo, com graça e suavidade, mas ao mesmo tempo, com força e firmeza. Numa sala de ballet adulto, os alunos podem restringir-se somente aos exercícios físicos regulares, se assim quiserem. Mas se ao contrário, quiserem apresentar-se (nem que for em frente aos familiares e amigos), poderão dizer através dos movimentos de seus corpos, o que determinada música significa para eles.

8 - Exercício para a mente

A sequência de passos, sua execução, nomes, encadeamentos e músicas exigem muita atenção e concentração para serem aprendidos. É um verdadeiro exercício para a mente.

9 – Você

Se você nunca fez Ballet antes ou fez e parou por algum motivo qualquer e quer voltar, as aulas de Ballet para adultos foram pensadas exatamente para você. Essas aulas respeitam os limites do seu corpo. Além disto, nessas aulas você vai encontrar gente como você, da sua idade e mesmas características físicas.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Exercícios para tonificar os músculos abdominais e a região lombar


Posição ponte com uma perna para cima

Deitado no chão com a barriga para cima, joelhos dobrados. Levante corpo na posição ponte, apoiando o seu peso em seus pés e braços. Estique uma perna para cima, calcanhar apontando para cima (pé em flex) e lentamente vai levando a perna para o lado sem mover o resto do corpo. Use o abdome para estabilizar o seu corpo e não prenda sua respiração. Faça 10 vezes com cada perna.




Equilíbrio trabalhando abdomen

Comece deitando de lado e empurre seu corpo para cima a fim de que seu corpo seja suportado pelo braço direito, os pés sobrepostos. Estique o braço esquerdo e equilibre por um momento, então, levar o braço esquerdo para baixo do corpo e torcendo o corpo, transformando-o em direção ao chão, mantendo o resto do corpo no lugar. Contraia o abdome e segure por 2 segundos, e então voltar à posição inicial. Faça 10 vezes de cada lado.



 Bicicleta

Deite-se virado com a barriga para cima. Coloque as mãos atrás da cabeça, cotovelos para fora e flexione o joelho direito, puxando-o para seu peito enquanto toca o joelho com o cotovelo oposto. Comece um lento movimento de pedalada, tocando o cotovelo oposto ao joelho oposto, alternando cada lado. Mantenha o abdômen contraído (não deixe que eles incham) e respiração de forma contínua. Faça 3 séries e 10 repetições cada uma.


Costas com halteres


Segure uma barra ou halteres na frente das coxas, pés na largura dos quadris e abdomen bem contraído e mantendo o peso próximo a seus pés, leve o peso de até o meio da canela (ou onde quer que seja confortável), mantendo as pernas retas (mas não travadas). Volte à posição inicial e verifique se o abdomen está contraído durante todo o movimento. Faça 3 séries de 6 repetições.


De bruços, treino de lombar

Deitar de bruços com as mãos atrás da nuca. Levante a parte superior do corpo do chão alguns centímetros, mantendo a cabeça e o pescoço alinhados. Para um desafio, então, levante os pés do chão mantendo as pernas estendidas (joelhos não têm que ficar juntos). Faça 5 séries de 10 segundos cada.

Fonte: Dicas de Dança

sábado, 20 de outubro de 2012

Massagem terapêutica para bailarinos

Massagem Terapêutica para bailarinos – Depois de um dia de muito ensaio a massagem terapêutica é um ótimo remédio

Depois de um dia duro no trabalho é tão bom voltar para casa e receber uma massagem nas costas de um ente querido. Um toque suave ajuda a ativar e estimular os sistemas do corpo deixando você sentir um pouco mais renovada e relaxada. Sentir estes benefícios de uma massagem de entes queridos e  imaginar os enormes benefícios de receber uma massagem de um terapeuta treinado. Os terapeutas de massagem são educados no corpo, eles sabem como reviver um músculo, reduzir a tensão, aumentar a flexibilidade e circulação sanguínea.

Massagem terapêutica é um antigo tratamento que tem sido usado para melhorar as condições de saúde ao longo dos séculos. A coisa boa sobre a massagem terapêutica é que tudo se resolve com o toque. Os seres humanos são tangíveis e precisam ser tocados, mas aqui no mundo ocidental que se afastam uns dos outros se tornando anti-sociais, participação em nosso estresse e ansiedade. Uma massagem aqui e ali pode ajudar a reviver os problemas de saúde e construir conexões.

A massagem terapêutica é conhecida como um antídoto para o stress. Todo mundo fica estressado, mas nos colocamos em situações difíceis que geram maior estresse, tais como: prazos para cumprir, trabalhando em dois empregos, gestão de uma família e tentar se manter saudável e bonito. Ao encontrar um massagista e visitando-o com freqüência, você será capaz de relaxar, lidar com o estresse, manter o foco, ser menos deprimido e ansioso e mais alegre.

Outros grandes benefícios à saúde que a massagem terapêutica traz:

• Imunidade melhorada

• Flexibilidade  – aumento conjunta

• Asmáticos – recebe uma melhor função pulmonar e fluxo de ar

• Atletas se recuperam melhor de ferimentos

• Simples enxaqueca é aliviada

• As cicatrizes são reduzidas

• Reduz o inchaço

                                                    • Melhora a gama geral de movimento

                                                                • Melhora a circulação

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sete motivos para escolher o balé como o seu exercício físico

Dança corrige a postura, previne dores nas costas e define os músculos

Difícil arranjar um exercício mais completo do que a natação - o exercício trabalha os músculos do corpo todo, exige melhora da respiração e estimula o condicionamento cardiovascular. Mas um estudo da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, conseguiu encontrar uma atividade ainda mais eficiente: o bale clássico. A equipe de pesquisadores comparou o desempenho de membros da famosa academia Royal Ballet com o de nadadores da seleção olímpica britânica. Os bailarinos apresentaram melhores resultados em sete de dez medidas de condicionamento físico analisadas, como equilíbrio psicológico, flexibilidade e equilíbrio corporal.

"A técnica é indicada tanto para crianças como para adultos por ser uma atividade física que trabalha todo o corpo, como poucas modalidades esportivas fazem", afirma o ortopedista Marcelo Cavalheiro, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Conheça os benefícios que você pode esperar ao eleger o balé como a sua opção de exercício físico:
 

 Respiração de atleta

Dançar uma música clássica é calmo para quem assiste, mas quem dança escorre suor e precisa de um fôlego danado para terminar uma coreografia cheia de saltos, piruetas e outros passos difíceis. Por isso, faz parte das aulas aprender a respirar aproveitando o máximo possível da capacidade do diafragma: coloque a mão um pouco acima da sua cintura e procure inspirar pelo nariz, empurrando a mão para fora. Na hora de soltar o ar, contraia como se quisesse encostar uma mão na outra. "Essa respiração é um ótimo trabalho de todo o sistema cardiovascular e respiratório", afirma Marcelo Cavalheiro.

 

Postura perfeita

Dor nas costas causada pela má postura é um problema que dificilmente perturba bailarinos. "O balé clássico trabalha os principais grupos musculares responsáveis pela manutenção da postura, que são a musculatura abdominal, peitoral e das costas", afirma a professora de balé Mariana Bastos, coordenadora pedagógica do Ballet Paula Castro, de São Paulo. "Os alunos são estimulados a manter a postura correta, com abdômen contraído, quadril 'encaixado' e coluna alinhada." O ortopedista Marcelo também explica que esse alinhamento de todo o corpo faz com que garante um ótimo equilíbrio corporal. "O aluno consegue realizar as atividades do dia a dia com movimentos mais precisos, articulações protegidas e menor gasto de energia", afirma. 

Músculos trabalhados

Engana-se quem acredita na aparência frágil dos bailarinos. "O balé promove hipertrofia, ou seja, aumenta e fortalece os músculos tanto quanto a musculação", afirma o ortopedista Marcelo. Além de toda a musculatura responsável pela postura, Mariana Bastos afirma que a técnica estimula tantos os membros inferiores quanto superiores, por conta de exercícios de salto, sustentação em determinadas posições e força nos braços para carregar as bailarinas (no caso dos homens).



Barriga chapada

Bailarino com barriga saliente é algo raro de ser ver. Primeiro porque a postura correta é cobrada o tempo todo nas aulas, o que inclui encolher a barriga. Segundo, porque é uma atividade física como qualquer outra que proporciona queima de calorias. Para conseguir bons resultados, no entanto, é preciso fazer aulas regularmente, de duas a três vezes por semana, no mínimo.





Flexibilidade

Segundo o ortopedista Marcelo, não adianta ser apenas forte ou ter músculos elásticos, é preciso ter equilíbrio muscular. "Nesse ponto, o balé pode ser melhor até que a musculação de academia, porque alonga e trabalha os músculos ao mesmo tempo", afirma. Como resultado, os grupos musculares não ficam encurtados e há menor risco de lesões. "A flexibilidade é trabalhada em todos os exercícios de balé porque os movimentos precisam ser realizados com grande amplitude", afirma a professora de balé Mariana.




 

Bem-estar e percepção corporal

Por ser ao mesmo tempo uma atividade prazerosa - os movimentos acontecem de acordo com o compasso da música - e um exercício físico que libera endorfina, uma substância responsável pelo prazer, o balé proporciona muito bem-estar. "A técnica também ajuda a melhorar a autoestima e a percepção corporal, pois é preciso ter consciência de todas as partes do corpo para realizar os exercícios", afirma Mariana Bastos.



Agilidade e coordenação motora

Conforme o aluno consegue aprender e executar os exercícios básicos de balé, os passos vão ficando mais difíceis. "A complexidade dos movimentos aumenta em cada estágio, exigindo cada vez mais agilidade e coordenação motora", comenta a professora de balé Mariana. Também é preciso dominar bem a técnica porque, por mais que os exercícios sejam difíceis de executar, o bailarino precisa realizar cada movimento de forma leve e sutil, sem mostrar o esforço que está fazendo. "A ideia que se transmite ao público é de uma arte delicada e elegante", lembra Mariana.


 

Fonte: Minha Vida

Saúde do bailarino(a) 3

Unhas encravadas: O que fazer?




Tem muita gente que sempre ouve falar de unhas encravadas, mas nem sabem o que são. E muita gente que pode até sofrer com elas e mesmo assim não sabe o que é. A unha está encravada quando parte dela empurra o canto do dedo do pé. Este dedo torna-se sensível ao tato, vermelho e inchado. Coloque o pé de molho durante 20 minutos duas vezes ao dia em água morna com um pouco de sabão bactericida. Enquanto o pé estiver de molho faça uma massagem sobre a parte inflamada da cutícula. Outro cuidado a ser tomado: use uma pomada antibiótica, aplicando-a cinco ou seis vezes ao dia. Corte o canto da unha. A dor é causada pela fricção da unha contra a cutícula exposta. Você pode ir em um médico pedólogo que se encarregará de cortar este canto. Será preciso fazer isso apenas uma vez para facilitar o crescimento da unha sobre a cutícula, ao invés de crescer enterrada nela.

Tente não usar sapatos fechados, calçando sandálias ou mesmo ficando descalço o máximo possível para evitar a pressão sobre a unha. Quando não tiver jeito, proteja a unha encravada da seguinte maneira:

  • Se o lado interno estiver machucado, coloque uma esponjinha (ou gaze, ou algodão)  presa com fita adesiva entre os dedos a fim de evitar que fiquem se tocando.
  • Se o lado machucado for o externo (isso só acontece no caso da unha encravada ser a do dedão ou a do mindinho), coloque uma esponjinha (ou gaze, ou algodão) com fita adesiva na parte externa do dedão para evitar que a unha fique tocando a parede do sapato.
Essas medidas também podem ser tomadas durante a aula de ballet. Para prevenir essas indesejáveis, corte MUITO BEM as unhas, deixando-as retas e evitando os cantos. Procure ajuda médica imediatamente se observar estrias avermelhadas que se estendem além do dedo, se o pus ou a secreção amarelada não sair em 48 horas de tratamento, se a cutícula não sarar completamente após 2 semanas ou se tiver outras perguntas e preocupações.

Bolhas

As bolhas ocorrem quando a pele é friccionada para frente e para trás de encontro ao interior da sapatilha.

A maioria das bolhas causadas pelo trabalho de ponta estoura e há às vezes sangramento. Uma vez que a pele crua é exposta, a dor de dançar com uma bolha aberta é enorme. É melhor parar de dançar e tender à bolha do que arriscar-se à piora e à infecção da área. Se algum pedaço de pele morta remanescer na bolha aberta, corte-o fora com tesoura esterilizada. Cubra a bolha com Merthiolate ou água oxigenada. Exponha a bolha ao ar fresco sempre que possível. Se você tiver que dançar em sapatilhas de ponta outra vez antes de que a bolha esteja curada, faça o seguinte: corte um pedaço de uma borrachinha ou um plástico (para isolar a área ao redor da bolha) e faça um furo no meio deste - um pouco maior do que o tamanho da bolha. Coloque-o em torno da bolha e fixe com fita adesiva ou esparadrapo. Se necessário, use duas camadas da borrachinha. Dá também para usar gaze.

Se um dedo do pé começar a criar bolhas insistentemente, é aconselhável envolvê-lo com band-aid ou esparadrapo antes de cada aula. Isto deve impedir que uma nova bolha se forme.

Calos e endurecimento da pele

Sabe quando a pele fica um pouquinho dura e mais consistente? Isso ocorre geralmente nas juntas dos dedos do pé e no tendão de Aquiles, onde o pé é mais intensamente friccionado pela sapatilha. A pele nestas áreas pode avermelhar e amaciar imediatamente depois do trabalho de pontas, mas endurecer-se-á mais tarde. Não se preocupe com esse endurecimento: ele é até mesmo benéfico para prevenir a formação de novas bolhas.

Já os calos são o resultado da pressão anormal das sapatilhas mal ajustadas e podem ser muito dolorosos.

Os calos duros, no alto dos dedos do pé, podem responder às medicações comerciais ou podem necessitar dos cuidados de um médico. Os calos macios, que se formam entre os dedos do pé, podem ser tratados somente pela separação dos dedos com algodão ou gaze.

Joanete

Joanete é a inflamação da articulação do dedão do pé causada pela pressão imprópria nessa área.

Deve-se tomar cuidado em ver se as sapatilhas de ponta (e até os sapatos normais) são largas o bastante na parte da caixa, onde estão as junções do metatarso, e se o pé está colocado corretamente na ponta (os dedos do pé devem formar uma perpendicular com o assoalho). Para ajudar a aliviar a dor, um espaçador de dedos pode ser colocado entre o dedão e o "indicador". Isto posiciona corretamente o dedão e impede-o que seja esmagado pelos outros dedos em um ângulo. Um espaçador de dedos pode ser feito de uma tira de uma polegada (2,5 cm) de papel toalha. Ela deve ser dobrada em um retângulo pequeno e prendida entre os dedos do pé com fita adesiva ou esparadrapo.




Fonte: Studio Corpo e Dança
 

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Dicas úteis para bailarinos; Entrevistas; Divulgação de audições/eventos - principalmente os realizados em minha cidade (Salvador-BA)/espetáculos/bailarinos/workshops/cursos e etc. Tudo isso você encontra no "Expressão da minha alma", que reúne em um único espaço "de tudo um pouco" sobre o mundo da dança.

Criado em fevereiro de 2012 o blog "Expressão da minha alma" é uma página que criei com o objetivo de compartilhar diversos assuntos relacionados ao mundo da dança, em sua maioria, questionamentos levantados por mim mesma ao decorrer da minha carreira de bailarina. Esse espaço é destinado principalmente a outros bailarinos, que assim como eu gostam de se manter sempre atualizados. Nós bailarinos vivemos em constante aprendizado e foi justamente com essa linha de pensamento que tomei a iniciativa de criar esse blog, afinal, ao publicar algo também estarei aprendendo cada vez mais sobre essa arte, pois antes faço uma breve pesquisa (quando necessário) para postar artigos de conteúdo, com isso, também estarei aprendendo cada vez mais sobre essa arte.

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